A criação da riqueza pessoal. Como?

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A habilidade de controlar o que é controlável e de não se afligir com o que não o é.” Como diz o poeta, “a graça da vida está no inesperado”. Convivemos com a incerteza em tudo o que fazemos e, por isso, todas as nossas decisões apresentam um grau de risco. Principalmente, as decisões financeiras.

Aqueles que fazem seus orçamentos mensais no final de cada mês, quando recebem o salário, sabem como é difícil segui-lo à risca. Os gastos extras sempre ocorrem e, muitas vezes, são inevitáveis. E assim, “a vaca vai para o brejo”. (Já pensou na dificuldade de desatolar uma vaca que entrou no brejo?).

 

Na vida profissional, temos que equilibrar bem a nossa preocupação com os problemas imediatos e nossa dedicação às perspectivas futuras, mesmo que elas não se apresentem de forma clara.  Muitas vezes temos que fazer algum sacrifício ou trabalhar um pouco mais sem perspectiva de ganho imediato.

Eu sempre disse para meus alunos: “Trabalhem duro, façam o melhor, dinheiro é consequência”!

Na vida profissional, temos que equilibrar bem a nossa preocupação com os problemas imediatos e nossa dedicação às perspectivas futuras, mesmo que elas não se apresentem de forma clara.  Muitas vezes temos que fazer algum sacrifício ou trabalhar um pouco mais sem perspectiva de ganho imediato.

No caso de finanças pessoais, basta nos lembrarmos de que a maioria das pessoas vive endividada. Quantas vezes você já ouviu a frase: “Sobra mês no fim de meu salário!” Isso acontece porque essas pessoas não sabem fazer e seguir um orçamento familiar que contemple a possibilidade de gastos extras.  

Como desenvolver essa capacidade de pensar na frente?

Primeiro, a pessoa tem que desenvolver o hábito de pensar nas possibilidades futuras.  E isso não é fácil, principalmente quando estamos falando de decisões de gastar ou guardar dinheiro. Os apelos para gastar são inúmeros e geralmente justificados com a expressão famosa: “qualidade de vida – eu mereço!”

Quando uma pessoa se endivida no limite de sua renda, ela perde toda a sua capacidade de lidar com imprevistos. E se tem uma coisa que sempre acontece são os gastos extras. Imagine então uma pessoa que se endivida além do limite de sua receita! O maior detonador de um orçamento equilibrado é o endividamento excessivo para consumo.

O endividamento é saudável, porque significa antecipação do consumo e, consequentemente, do prazer de usufruir o bem. Mas tem que ser bem estudado, considerando a capacidade de pagar e de poupar do tomador do empréstimo.

Os bancos, financeiras e até empresas de varejo estão com muito dinheiro em caixa e precisam achar tomadores de empréstimos. Assim, a tentação é grande e constante. Por exemplo, nas revendedoras de veículos, os vendedores são incentivados, com prêmios e comissões, a induzir o cliente a fazer um empréstimo, em vez de comprar a vista, mesmo que ele tenha todo o dinheiro.

Se um dia você estiver nessa situação, escute os argumentos do vendedor. Com certeza, você vai se divertir muito com a “lógica” deles. A forma mais utilizada pelo varejo para convencer o cliente a fazer empréstimo é oferecer o produto em quatro parcelas sem aumento. A história do juro zero, você acredita?

Vamos discutir isso em um próximo encontro nosso mais para frente.Para criar a disciplina financeira, a melhor recomendação é preparar um orçamento pessoal escrito, assim que recebe o salário e imediatamente separar o dinheiro que será economizado.

Invista em alguma aplicação, poupança, por exemplo, e não mexa nele por nada deste mundo! Durante o mês, anote todas as despesas realizadas. Antes de tomar qualquer decisão, analise o orçamento. O orçamento escrito funciona como um instrumento disciplinador. É o primeiro passo para desenvolver a sua capacidade de pensar no futuro.

Amadureça esses conceitos e vamos continuar nossa conversa no próximo artigo.

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